Arredores 

É a vila mais próxima do Terra Nua Camping e fica a 3 Km. Aqui pode encontrar todos os serviços básicos como: padaria, minimercado, estação serviço, farmácia, banco, multibanco, etc.

A vila de Messejana é de origem muito antiga, ignorando-se quem a fundou. No entanto deve o seu nome aos árabes, aos quais foi conquistada, em 1235, pelos Cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada, tendo sido anexada ao termo de Aljustrel. Recebeu de D. Dinis a categoria de concelho, que seria confirmado pelo Foral Novo, dado por D. Manuel I, em 1 de Julho de 1512. Messejana chegou a ser sede da vastíssima Comarca de Campo d'Ourique. O concelho foi extinto em 24 de Outubro de 1855, sendo as suas 7 freguesias repartidas pelos 4 concelhos limítrofes. A Freguesia de Messejana integrou então o Concelho de Aljustrel. Messejana chegou a ter onze igrejas. Hoje em dia, persistem a Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia, Ermida de Nossa Senhora da Assunção e Ermida dos Santos Reis e a recente capela da Aldeia dos Elvas. Podem ainda ser observados na freguesia, as ruínas do Castelo Medieval, a Torre do Relógio, o Fontanário de Alonso Gomes, o Cruzeiro da Independência, algumas casas solarengas, o Museu Etnográfico e Biblioteca Pública e as ruínas do Convento Franciscano de Nossa Senhora da Piedade. Por outro lado, a história da Ermida de Nossa Senhora de Assunção ou Ermida de Nossa Senhora de Entre-as-Vinhas, situada nos termos de Messejana, está ligada às visitações dos frades da Ordem de Santiago, que a administraram entre 1534 e 1755.
No Museu de Messejana, encontram-se algumas preciosidades: uma sala reconstituindo o escritório de Soares Victor, filho ilustre da terra, os cântaros utilizados por Francisco Manuel Bartolomeu, último aguadeiro de Messejana, reconstituição de várias dependências das casas típicas alentejanas, nomeadamente as cozinhas, a despensa, o quarto de cama e a casa da costura.

Aljustrel

Aljustrel é a sede de concelho e fica situada a 12 Kms do nosso camping. Aqui encontra todos os serviços, vários restaurantes e grandes superfícies comerciais como Pingo Doce, Intermarché, etc 


Aljustrel
Aljustrel

Uma das mais antigas povoações de Portugal. Duas colinas, um vale, casario em socalcos, paisagem a perder de vista e um passado milenar. É Aljustrel, do alto da Senhora do Castelo. Estamos no coração do Baixo Alentejo e o forasteiro que aqui se desloca, olha à sua volta e deslumbra-se com a vasteza dos campos, o oceano das paisagens, a planície a perder de vista. Aljustrel, antiga cidade romana Vipasca, denominada Al-lustre pelos árabes, aos quais foi conquistada, em 1234, no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia e os Cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada. Como recompensa, o monarca fez-lhes doação desta praça e uma vastíssima área, a qual viria a ser confirmada por D. Afonso III, que deu a Aljustrel, em 16 de Janeiro de 1252, o Primeiro Foral. Posteriormente, D. Manuel I, concedeu Foral Novo a esta vila, em 20 de Setembro de 1510. Nos últimos dois séculos, a rudeza da actividade de extracção mineira envolveu completamente toda esta região, moldando-lhe os hábitos e as tradições, ditando-lhe a maior ou menor grandeza do ganha pão, o bulício do dia-a-dia. Conhecida desde tempos imemoriais pelas suas jazidas minerais, não há certezas quanto à época em que estas terão começado a ser sistematicamente exploradas. Contudo, as diversas ocupações aqui existentes, desde a idade do Cobre, apontam para que a exploração tenha começado, de forma incipiente, 3.000 anos antes de Cristo. É com a ocupação romana entre os sécs. I e IV d.C. que se inicia a exploração em larga escala do minério, que era fundido no local e posteriormente transportado para Roma. Desta ocupação existem numerosos vestígios, nomeadamente no «Chapéu de Ferro» e escoriais da mina de Algares, onde foram encontradas 2 placas em bronze, que contêm as normas que regiam aquele Couto Mineiro, então designado por Vicus Vipascensis. Após a ocupação romana, estas minas deixaram de ser exploradas intensivamente, tendo sido retomada, a actividade mineira em larga escala, em 1849. Até aos nossos dias passou por sucessivos altos e baixos, representando as décadas de 60/80 o último grande pico da actividade mineira do concelho. Actualmente em funcionamento, a mina constitui um importante património económico e cultural. Ligado a este sector saliente-se, ainda, a existência de uma fábrica de explosivos civis, implantada na área da mina.

Praia do Salto

Praia oficial Naturista, situada a aprox. 62 Kms do Terra Nua. 

A ermida de Nossa Senhora da Assunção, situada nos termos da vila de Messejana, encontra-se documentada desde o século XV, com a designação de Nossa Senhora de Entre as Vinhas (J. Rodrigues Lobato, 1983), tendo sido ao longo dos anos importante local de peregrinação, o que proporcionou as sucessivas campanhas de obras (Luís Pitas, Graça Dias, 1999), até à que lhe concerne a sua fisionomia actual, já posterior ao Terramoto de 1755.
A ermida, que ficou muito arruinada, quando do citado terramoto, em 1758, já se estava fazendo de novo, muito melhor do que era, por terem concorrido os devotos com muitas esmolas (Dicionário Geográfico, 1758).
À sua reconstrução alia-se a figura de Diogo Tavares de Brito, da cidade de Tavira (Ana Borges, Luís Marino, 2003), também por vezes designado Diogo Tavares de Ataíde considerado o mais importante mestre pedreiro do Algarve, em meados do século XVIII.
O programa construtivo apresenta-se simultaneamente conservador no que toca à tipologia da sua planta e assumidamente barroco no que diz respeito ao exterior, onde a preocupação de movimento, de contrastes de luz e sombra e mesmo de eruditismo se encontra patente desde a escadaria, à fachada. A este facto não é alheio, com certeza, estarmos perante um local de peregrinação, onde o maior investimento deverá ser feito nas zonas, em primeiro lugar, acessíveis aos fiéis.
O interior, de grande austeridade, segue os modelos da arquitectura chã, apresentando uma só nave e capela-mor, onde se concentra todo o esforço decorativo do interior, conseguido através de retábulo de talha rococó do altar-mor e da utilização de painéis com temas marianos azuis e brancos e molduras já anunciando também o rococó.
Exteriormente, a fachada, à qual dá acesso um escadório que assume uma a dinâmica barroca, apresenta um registo central, onde se abre o portal, encimado por janelão, ladeado por duas torres colocadas de forma oblíqua, numa atitude manifestamente barroca, produzindo movimento a toda a fachada. Esta colocação das torres é rara na arquitectura portuguesa (podemos encontrá-la na igreja do Senhor Jesus da Piedade de Elvas), mas largamente utilizada no Brasil, depois da construção da igreja da Conceição da Praia, em S. Salvador da Baía. Mas, também as duas dependências, de planta hexagonal, que se ligam de um e outro lado à capela-mor, apresentam uma tipologia pouco comum, que poderá eventualmente inspirar-se em modelo erudito.
Curiosa é ainda a reutilização de materiais, como se pode verificar, a título de exemplo nas escadas de acesso ao camarim ou nas portas que também lhe dão acesso claramente seiscentistas.

Ana Maria Borges, DRCA, 26/06/2008

O Pelourinho "Manuelino" de Messejana 

Atualmente não são muitas as localidades que se podem regozijar de deter na sua principal centralidade, um pelourinho manuelino original. A Vila de Messejana expõe, com orgulho, esse monumento. Apesar da sua função original ser de carater judicial, era também símbolo da autoridade régia, da liberdade municipal, e das tormentas por que passaram aqueles que eram severamente punidos no pelourinho. Idos esses tempos, o pelourinho permanece, como que uma constante, que testemunha 500 anos de História e a passagem de várias gerações de messejanenses. Felizmente não foi destruído, ao contrário do que aconteceu a tantos outros, quer tenha sido pela ação do Tempo e dos elementos ou dos Homens. Tem sido perpetuado no tempo graças ao orgulho que os messejanenses têm à sua terra e ao que ela representa. O nosso é autêntico, apesar de serem visíveis as mazelas da passagem do tempo e as suas sucessivas reparações. Não é uma réplica, existem alguns exemplares por o pais fora que se apresentam de forma e conservação perfeitas, mas são apenas réplicas mais ou menos recentes. O pelourinho de Messejana atualmente é um dos testemunhos da importância a nível regional que esta vila deteve no passado. É ponto de referência, de encontro e de convívio nesta nossa principal centralidade que é a Praça 1º de Julho, por isso podemos afirmar que apesar da sua importância histórica, detém atualmente uma importância social, recreativa, cultural e até económica. Vamos todos fazer como os nossos antepassados fizeram, sejamos responsáveis pela perpetuação do nosso Património, cuidemos do nosso Pelourinho Manuelino que é pertença dos messejanenses, cuidemos do nosso Património! 

BREVE HISTÓRIA DO PELOURINHO DE MESSEJANA

Segundo alguns historiadores, os pelourinhos são originários da columna moenia romana, que distinguia com certos privilégios as cidades que os detinham. O Pelourinho de Messejana é de estilo arquitetónico Manuelino e insere-se na tipologia de pelourinho de pinha, foi construído no reinado de D. Manuel I. Em 1512, o foral de D. Manuel I dado a Messejana, proporcionou a construção do pelourinho. Em 1593 já estava ereto no meio da praça em frente das casas da camara que ficavam sensivelmente no local onde era o prédio do Dr. Henrique Guisado (atualmente banco Crédito Agrícola) e também em frente da cadeia que lhe ficava a poente. Aí se conservou até 1820, ano em que foi transferido para o canto da praça entre a torre do relógio e a esquina da rua de Alvalade, possivelmente devido aos Paços do concelho, por estarem muito arruinados, terem sido transferidos para a rua de Panóias e o Pelourinho dificultar a realização das celebres touradas de Messejana que então ali se faziam. O seu pedestal era constituído por quatro degraus de alvenaria, blocos de mármore e cantaria extraídos das ruínas do castelo. O monumento tinha então uma altura aproximada de seis metros. No ano de 1832 a Vereação da Câmara mandou retirar as argolas e os ferros de sujeição, por considerá-los "memória dos tormentos aflitivos. Eis a deliberação camarária que tem a data de 6 de Setembro de 1837:"N'esta determinaram para que os ferros do Pelourinho sejam arrancados d'ele visto que não é admissível no tempo de um governo Representativo conservar-se a memoria dos tormentos aflitivos com que no governo Monárquico se costumavam castigar os réus, como açoites, gonilhas e outros mais, por todos estes castigos estarem abolidos por lei. (assinados) Louro Affilhado, Perpetuo, Romano, Baião, Ramalho, Rebello. Escrivão, Velloso, "Em 27 de Julho de 1905 o notário messejanense Francisco Soares Victor mandou restaurar o pedestal a expensas da Câmara Municipal de Aljustrel de que era presidente. Em 2 de Junho de 1907 foi o Pelourinho danificado por alguns bêbados, ficando restaurado a 16 de Julho de 1910 levando uma pedra de topo nova que custou 4 mil reis e comprada a expensas do referido notário. Em 1932 foi novamente, reocupar o seu lugar no centro da praça em posição mais proeminente para atestar a antiguidade e nobreza da Vila de Messejana. O pedestal existente data dessa altura sendo as velhas pedras aplicadas nos degraus junto à cadeia. É desde 1933, IIP - Imóvel de Interesse Público, ano em que todos os pelourinhos foram também classificados. O Governo desse período assim o decidiu pois afirma que: "os pelourinhos, que em Portugal são mais símbolos de autonomia regional do que locais de tortura"(...)Nunca se atendeu ao seu valor histórico, assim como nunca se procedeu à sua inventariação". Em 2009 é definida a ZEP - Zona Especial de Proteção, que infelizmente não é totalmente respeitada e que determina: "Datado do século XVI, o imóvel é um importante marco histórico--cultural da vila de Messejana, situando -se na zona mais importante do ponto de vista urbano e patrimonial. (...) constitui também uma forma de valorização não só do imóvel, mas da zona envolvente. Neste caso, dentro do perímetro da presente zona especial de protecção estão incluídos imóveis dere-conhecido mérito arquitectónico "No início do século XXI a esfera e grimpa em ferro são reconstruídas.  

Fontes: SIPA; espólio de Francisco Victor Paquete.